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.: Rapidinhas:
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| Recém formado - 23/3/2003 |
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| Aquele jovem advogado, recém-formado, montou um luxuoso escritório num prédio de alto
padrão na Av. Rio Branco e botou na porta uma placa dourada:
"Dr.Antonio Soares - Especialista em Direito Tributário".
No primeiro dia de trabalho, chegou bem cedo, vestindo o seu melhor terno sentou-se
atrás de sua escrivaninha, e ficou aguardando o primeiro cliente.
Meia hora depois batem à porta. Rapidamente ele apanha o telefone do gancho e começa a simular uma conversa:
- Mas é claro, Sr. Mendonça, pode ficar tranquilo! Nós vamos ganhar esse negócio!
O juiz já deu parecer favoravel! Sei... sei... Como? Meus honorários? Não se preocupe!
O senhor pode pagar os outros 50 mil na semana que vem!... É claro!... Sem problemas!...
O senhor me da licença agora que eu tenho um outro cliente aguardando...
Obrigado... um abraço! Bate o fone no gancho com força e diz:
- Pois não, o que o senhor deseja?
- Eu vim instalar o telefone...
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| Na audiência... - 23/3/2003 |
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| - Qual é a sua idade? - pergunta o juiz à velhinha em sua trigésima audiência.
- Tenho 65 anos!! - respondeu ela.
- Ué, já faz mais de 20 anos que a senhora declara que tem 65 anos...
- É verdade, meritíssimo!!
Como pode ver, não sou dessas pessoas que dizem uma coisa hoje e outra amanhã...
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| Anedocta de Salão - 20/12/2002 |
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Dois peões estavam caminhando pela beira de uma estrada poeirenta, voltando de uma das fazendas onde haviam trabalhado duro o dia inteiro, quando o filho de um famoso juiz, que vinha a toda a velocidade na sua picape importada, atropela os dois com toda a violência. Um deles atravessou o para-brisa e caiu dentro do carro, enquanto o outro voou longe. Três meses depois eles saíram do hospital e, para surpresa geral, foram direto para a cadeia. Um por invasão de propriedade alheia e o outro por se evadir do local do acidente.
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| Congratulações! - 13/12/2002 |
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Como estou sem criatividade, paciência, tempo e inspiração para escrever para esta coluna, pelo menos mostrarei alguma coisa interessante que li neste portal. Bem escrito e com boas idéias, esta mensagem deixada no Livro de Visitas é digno de leitura, mesmo que não concorde com o escrito. Aí vai:
Nome: Nietzsche
Assunto: Magda vanuska
Data: 8/12/2002
Mensagem: É, realmente, as pragas mais prosaicas da história da humanidade não tem jeito. Assim como as nossas amigas baratas surgem dos ralos, a nossa querida titia magda, além de sair dos ralos acadêmicos, teima em ficar na nossa estimada FND e espalhar a sujeira e o monturo de que ela tanto gosta pelos quatro cantos da nossa faculdade e por onde passa. Suas baixarias e sua repugnância são dignos de nota. O que mais impressiona é a versatilidade da bichinha (quer dizer, da praga):consegue ser mulher-abajur, mulher-tapete, atriz de novela mexicana, curupira e maria-fumaça. Onde ela arruma criatividade para construir essas suas facetas, isso eu não sei. Será crise de identidade? Que indefinição... Bem, já que ela se esforça tanto para ser conhecida (falem mal, mas falem dela) por que ela não se empenha em deixar de falar as merdas que ela fala? Já que ela diz que Sócrates morreu de Sukita(!!!), porque ela mesma não toma uma e para de perseguir os cidadãos FNDenses com suas investidas? Pior que barata,ou praga, é praga psicopata. Aí temos de cortar as asas dela, e mais tudo que tem direito.
Anônimo sob o pseudônimo Nietzsche. Não sei quem és, mas espero que, com tua criatividade e estilo, possas contribuir com esta humilde coluna de humor (??). Envia-me uma eletrônica missiva se for o caso.
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| Falta Conteúdo - 8/12/2002 |
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Peço desculpas aos poucos leitores (será que existem?) desta coluna de humor (?), mas é que o cotidiano da FND está tão sem-graça e chinfrim que nada tenho de novo para escrever. Digam-me: o que de engraçado poderia eu colocar aqui nesta seção? NADA. Nem com este processo eleitoral, quando os nervos se afloram, algo de engraçado/estranho/inusitado/útil/... acontece. Tudo bem, os debates sempre são engraçados (ao invés de acrescentar algo de útil ao pensamento político-acadêmico). A única coisa que chegou ao meu conhecimento foi a pergunta acefálico-perneta do aluno Éverton (proparoxítono desconhecido de minha pessoa) que apenas levantou a bola para o Minerva cortar ( Por que o PT está dividido?). Mas este não aproveitou a oportunidade (talves pela perplexidade diante de medíocre pergunta). Estão vendo como são as coisas? De tão sem-graça, as coisas um pouco mais interessantes só chegam a mim por intermediários. É brincadeira?PS: Quem estiver interessado em participar desta coluna, é só mandar um correio para mim (clicando no nome do autor desta coluna, logo no começo do texto, em vermelho) que, se tiver qualidade será publicado. Vale ressaltar que, caso queira, o colaborador será mantido no anonimato.
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| Digo e Repito: Compay não apóia ninguém. - 1/12/2002 |
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Com o intuito de permanecer neutro nas eleições acadêmicas (período atribulado, tumultuado, quando irmão desconhece irmão) afirmo: COMPAY NÃO APÓIA CHAPA ALGUMA. Para ratificar esta minha postura, há bastante tempo nada escrevo ou desenho, afastando o risco de ser parcial. Para minha surpresa, vi um desenho que fiz há algum tempo ilustrando o jornal de uma chapa (não mencionarei o nome para não expor a chapa e a mim). Não dei autorização para que este material fosse utilizado. Não sou famoso para que meus desenhos sejam de domínio público.
Peço para o responsável do material eleitoral da chapa em questão entre em contato através de meu endereço eletrônico para que esclareça tal fato. Talvez se tivesse pedido autorização, conversado francamente, eu anuísse, mas assim não foi feito.
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| DILÇIONARIO JIURÍDICU DO SEU CREYSSON - 7/11/2002 |
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| ARRESTO: Arréstio é um pôquinho di comidia que sóbria pra jântia, ou pra malmítia.
LIMINAR: É quândio um bandídio da comunidade manda liminar ôtro cara di que ele não gostia.
AGRAVO: É mutio simpres, é o mêrmo qui amemorizo, ou adecoro.
APENSO: Essa é fáciu. Apensio, por isso sô inteligenti.
HABEAS CORPUS: Si fô sem conssentimentio, é istrupio.
INTIMAÇÃO: Intimassão é o momentiu di intimidadi di um cazau.
PREGÃO: É a mais óbivia. É um prégio mutio grandi.
ARROLAMENTO: Arrolhamentio poder ser duas coisa: O atio de botiar a rolia na garrafa ou di rolá uma coisa mutio pesádia.
PENSÃO ALIMENTÍCIA: Na penção alimentiça pódesse cumer mutias coisas, dependi di qual é o prátio du dia.
CARTÓRIO: É o mermu qui supusitório, só qui di cartião.
ACÓRDÃO: Éssa é ridicola. É qui todus fasem dimanhãnzinha.
FÓRUM: É o passadio do verbo fumu. Por exemprio: Eles fórum mais num voltiar um.
COMISSÁRIO: É quem vivi di comição: Exemprio: garsson e franelinha.
NOTA DO COMPAY: aposto que tal Dilçionário, em sua elaboração, teve o auxílio de alguns professores da Egrégia Nacional de Direito!
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| HOJE É DIA DO MESTRE!!! - 15/10/2002 |
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| Se olharmos nosso remoto caléndário do 2° Grau, lembraremos, com certa nostalgia, do dia 15 de outubro, dia do Professor, que afinal é a data de hoje.
Os bajuladores lembrarão de como conseguiam nota entregando bons presentes às "tias" da escola. "Eu que escolhi", diziam sempre e com um sorriso cafajeste conseguiam cativar a "tia" (que também dava boas notas para sempre ganhar bons presentes). Quem não se lembra disso?
Durante a semana passada, na Nacional de Direito, surgiu uma grande incógnita em relação à data de hoje: haveria ou não aula?
Várias pessoas percorreram os corredores, os setores administrativos e até foram perguntar ao Waldemar, coitado, no bar da esquina. Ninguém soube informar se haveria aula na FND.
Na verdade, esta incógnita surgiu e instaurou-se na FND devido à ausência de mestres em seu quadro docente!
NÃO HÁ MESTRES NA NACIONAL DE DIREITO! E logo adianto que não me refiro a Mestrado (muito menos a Doutorado). Refiro-me à DEDICAÇÃO, qualidade fundamental e estrutural do MESTRE.
Hoje vemos "professores" sem qualidade, sem dedicação e sem compromisso com o futuro (salvo algumas exceções). Muitos professores, verdadeiros MESTRES, saíram da Nacional por causa da direção que hoje suga, com ardor, as tetas da grande mãe UFRJ. Mãe coruja e cega, que não vê os defeitos dos filhos. Podemos hoje comemorar todas as datas, passadas e futuras, menos a que se refere ao professor, ao MESTRE, pois este não temos FND (salvo raríssimas exceções).
Este texto era pra ser mais engraçado, mas é muito difícil rir da situação da Nacional.
Se tiverem um texto engraçado, pra melhorar o clima e o moral do pessoal, mande para o meu endereço eletrônico compay@mail.gr (é "gr" mesmo, pois estou curtindo umas férias nas Ilhas Gregas...).
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| Rosinha Garotinho e seu maridinho! - 7/10/2002 |
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| Hoje, 07 de outubro, diazinho clarinho! Ê solzinho!! Calorzinho!!! Nesse diazinho bonitinho, saiu no jornalzinho a vitória da Rosinha! Com mais de 50% dos votinhos, elegeu-se a esposinha do Garotinho!
O pessoalzinho só viu a carinha bonitinha! Só viu a fé da menininha (ele até apareceu com a camisa do Papai do Céu)! Gostou de receber florzinha na campanhazinha da Rosinha.
Bené, coitadinha! Nem teve um tempinho pra pensar em fazer alguma coisinha!
Gostaram do restaurantezinho! Gostaram de dormir num quartinho! Tudinho por uma moedinha de Real!
Rosinha Garotinho ("Meu Deus, quanto "inho"!) só falta aparecer ao lado do Ronaldinho na Tv do Roberto Marinho!
Não adianta! Mesmo querendo ser grande, se pensa pequenininho!
Tudo vai ser cor-de-rosa! Algodão-doce pra todo mundo! Mundo de faz-de-conta! Faz-de-conta que está tudo certinho! Não tem homenzinho mau no morro! As balas dele são de coco! A gente tem dinheirinho no bolso! Um montão!!
ETA POVINHO!!!!! BOBO! BOBO! BOBO!
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| Sentença de Cordel - 7/10/2002 |
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| O juiz Ronaldo Tovani, 31 anos, substituto da Comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a Alceu da Costa (vulgo "Rolinha"), preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado "desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?".
O magistrado lavrou então sua sentença em versos e afirmou que lei no País é para pobre, preto e prostituta, enquanto mantém impunes os "charmosos" autores das fraudes do antigo INAMPS.
Na íntegra, a decisão do Meritíssimo Juiz:
"No dia cinco de outubro / Do ano ainda fluente / Em Carmo da Cachoeira / Terra de boa gente / Ocorreu um fato inédito /Que me deixou descontente / O jovem Alceu da Costa / Conhecido por "Rolinha" / Aproveitando a madrugada / Resolveu sair da linha / Subtraindo de outrem / Duas saborosas galinhas.
Apanhando um saco plástico / Que ali mesmo encontrou / O agente muito esperto / Escondeu o que furtou / Deixando o local do crime / Da maneira como entrou.
O senhor Gabriel Osório / Homem de muito tato / Notando que havia sido / A vítima do grave ato / Procurou a autoridade / Para relatar-lhe o fato.
Ante a notícia do crime / A polícia diligente / Tomou as dores de Osório / E formou seu contigente / Um cabo e dois soldados / E quem sabe até um tenente.
Assim é que o aparato / Da polícia militar
Atendendo a ordem expressa /Do delegado titular / Não pensou em outra coisa / Senão em capturar.
E depois de algum trabalho / O larápio foi encontrado / Estava no "bar do Pedrinho" / Quando foi capturado / Não esboçou reação / Sendo conduzido então / À frente do delegado.
Perguntado pelo furto / Que havia cometido / Respondeu Alceu da Costa / Bastante extrovertido / - Desde quando furto é crime / Neste Brasil de bandidos?
Ante tão forte argumento / Calou-se o delegado / Mas por dever do seu cargo / O flagrante foi lavrado / Recolhendo à cadeia / Aquele pobre coitado.
E hoje passado um mês / De ocorrida a prisão / Chega-me às mãos o inquérito / Que me parte o coração / Solto ou deixo preso / Esse mísero ladrão?
Soltá-lo é decisão / Que a nossa lei refuta
Pois todos sabem que a lei / É pra pobre, preto e prostituta... / Por isso peço a Deus / Que norteie minha conduta.
É muito justa a lição / Do pai destas Alterosas. / Não deve ficar na prisão / Quem furtou duas penosas / Se lá também não estão presos / Pessoas bem mais charmosas / Como das fraudes do governo que até hoje rola.
Afinal não é tão grave / Aquilo que Alceu fez / Pois nunca foi do governo / Nem sequestrou o Martinez / E muito menos do gás / Participou alguma vez.
Desta forma é que concedo / A esse homem da simplória / Com base no CPP / Liberdade provisória / Para que volte para casa / E passe a viver na glória.
Se virar homem honesto / E sair dessa sua trilha / Permaneça em Cachoeira / Ao lado de sua família / Devendo, se ao contrário / Mudar-se para Brasília."
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| Sabedoria de Millôr - 28/9/2002 |
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| "A Advocacia é a maneira legal de burlar a Justiça".
"Grandes advogados conhecem muita jurisprudência. Advogados geniais conhecem muitos juízes".
(Millôr Fernandes)
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| Adultério: Atenuante ou Base Legal? - 20/9/2002 |
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| Sem querer proliferar um ideal machista nesta coluna, publicam-se palavras de Washington de Barros Monteiro, em seu Curso de Direito Civil (vol. 2, Direito de Família, pag. 117):
"Entretanto do ponto de vista puramente psicológico, torna-se sem dúvida mais grave o adultério da mulher. Quase sempre, a infidelidade no homem é fruto de capricho passageiro ou de um desejo momentâneo. Seu deslize não afeta de modo algum o amor pela mulher. O adultério desta, ao réves, vem demonstrar que se acham definitivamente rotos os laços afetivos que a prendiam ao marido e irremediavelmente comprometida a estabelecida estabilidade do lar. Para o homem, escreve Somerset Maugham, uma ligação passageira não tem significação sentimental ao passo que para mulher tem.
Além disso, os filhos adulterinos que a mulher venha a ter ficarão necessariamente ao cargo do marido, o que agrava a imoralidade, enquanto os dos maridos com a amante jamais estarão sob os cuidados da esposa. Por outras palavras, o adultério da mulher transfere para o marido o encargo de alimentar prole alheia, ao passo que não terá essa conseqüência o adultério do marido. Por isso, a sociedade encara de modo mais severo o adultério da primeira."
Certamente esta opinião irá contrariar a convicção de muitas mulheres que acharão tal afirmativa do ilustre autor e jurista simplesmente um "ABSURDO (!!!)". Recomenda-se a estas mulheres que procurem outra obra, outro autor para estudo e pesquisa. No caso da revolta feminina ser de grandes proporções, manifestem-se enviando um e-mail para esta coluna ou vá à seção Fórum.
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| Não basta ter um bom advogado.... - 11/9/2002 |
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| Um réu estava sendo julgado por assassinato na Inglaterra. Havia fortes evidências sobre a sua culpa, mas o cadáver não aparecera. Quase no final da sustentação oral, o advogado - temeroso de que seu cliente fosse condenado - recorreu a um truque:
- Senhoras e senhores do júri, eu tenho uma surpresa para todos vocês - disse o advogado, olhando para o seu relógio - dentro de um minuto, a pessoa presumivelmente assassinada, neste caso, vai entrar neste tribunal.
E olhou para a porta. Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta. Um minuto passou. Nada aconteceu. O advogado, então, completou:
- Realmente, eu falei e todos vocês olharam com expectativa. Portanto, ficou claro que vocês têm dúvida, neste caso, se alguém realmente foi morto, por isso insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente.
Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final.
Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredito:
- Culpado!
- Mas como? - perguntou o advogado - vocês estavam em dúvida, vi todos vocês olharem fixamente para a porta!
E o juiz esclareceu:
- Sim, todos nós olhamos para a porta, mas o seu cliente não...
MORAL DA ESTÓRIA: "NÃO BASTA TER UM BOM ADVOGADO, VOCÊ TEM QUE PARECER INOCENTE".
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| Pensamento Nélson Rodriguiano - 31/8/2002 |
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| O rico e o pobre são duas pessoas.
O soldado protege os dois.
O operário trabalha pelos três.
O cidadão paga pelos quatro.
O vagabundo come pelos cinco.
O advogado rouba os seis.
O juiz condena os sete.
O médico mata os oito.
O coveiro enterra os nove.
O diabo leva os dez.
E a mulher engana os onze.
(Nélson Rodrigues)
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| Folclore Brasileiro - 19/8/2002 |
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| Para quem gosta do folclore brasileiro, esta é muito boa. Circula pelos corredores da Faculdade Nacional de Direito a lenda das selvas, o Curupira. Não exatamente ele, mas é algo parecido. Trata-se de Magda Vanusca, a professora de cabelos cor de fogo e nome polonês.
Assim como a lenda das selvas, ela não se expressa muito bem em português e atormenta as vidas dos alunos que se arriscam a passear na faculdade no turno da noite, dentro das salas do 1º e do 2º períodos.
Ela não tem os pés virados para trás, mas faz com que o conteúdo dos alunos regrida, como se estivesse andando realmente em direção oposta. Além disso, persegue os alunos, para que eles não façam mal aos determinados bichos da FND (Floresta Nacional de Direito) ... devem ser os Peixes.
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| Anedoctas de Salão - 17/8/2002 |
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O filho, advogado recém-formado, chega todo sorridente para contar a novidade ao pai, advogado titular do escritório:
- Papai, papai! Em um dia, resolvi aquele processo em que você esteve
trabalhando por dez anos!
O pai aplica um safanão na orelha do filho e berra:
- Idiota! Esse processo é que nos sustentou nos últimos dez anos!
***
As regras de propriedade dos advogados:
Se eu gosto disto, é meu.
Se está em minha mão, é meu.
Se eu posso tomar de você, é meu.
Se estava comigo agora há pouco, é meu.
Se é meu, nunca pode parecer ser seu.
Se parece ser meu, é meu.
Se eu acho que é meu, é meu.
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| Ícone do Direito Defendendo o Patrimônio - 10/8/2002 |
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| Ilustríssimo Rui Barbosa, ao chegar em sua casa, ouviu um barulho esquisito vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou que havia um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo, surpreendendo-o tentando pular o muro com seus amados patos.Batendo nas costas do tal invasor, disse-lhe:
- Ô bucéfalo, não é pelo valor intrínseco dos bípedes palmíferes e sim pelo ato vil e sorrateiro de galgares as profanas de minha residência. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares de minha alta prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica no alto de tua sinagoga que reduzir-te-á à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, disse:
- Ô moço, eu levo ou deixo os patos?
Fato Histórico não comprovado!!! Que os Barbosas não venham processar o editor desta coluna.
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| Comissão Responsável pela Administração Universitária - 28/4/2002 |
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| Para melhor atender às necessidades do alunado da FND, foi criado (ou formalizado) um órgão especializado para solução de problemas acadêmicos. Este órgão já vinha sendo utilizado informalmente pela direção, mas agora foi regularizado pela Reitoria, como último ato do antigo reitor.
Trata-se da Comissão Responsável pela Administração Universitária (CRAU), que vem tentar resolver os problemas em voga, principalmente na Faculdade Nacional de Direito, por exemplo:
1 – Você tem algum problema de nota? CRAU
2 – Não agüenta mais a peixada? CRAU
3 – Seu professor falta demais? CRAU
4 – Tentou protocolar algo e não teve resposta? CRAU
5 – Tentou marcar uma audiência com o Diretor ou qualquer outro secretário ou chefe de departamento e ficou muito tempo esperando (ou simplesmente não conseguiu)? CRAU
6 – Gostaria de pôr em pauta na Congregação algum assunto de extrema relevância, mas este evento demora a acontecer? CRAU
7 – Suas aulas são péssimas? CRAU
8 – Aprontou alguma e está com um processo administrativo nas costas? Sem sombra de dúvidas: CRAU
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| Paris, urgente. - 28/4/2002 |
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| No momento em que o mundo se volta contra as desigualdades – pelo menos em tese – cresce, fundamentado na individualidade e na insegurança, um movimento de extrema direita nos países europeus. Estarrecidos, os franceses, que expandiram os princípios democráticos da igualdade, liberdade e fraternidade, vêem, no segundo turno de suas eleições, um extremista, militar da reserva, levantar a bandeira do racismo e formar um bom rebanho com estas idéias. “Fora aos estrangeiros! aos que não representam o puro sangue francês! aos que não foram criados à base de queijo, vinho e baguete!”
Na Faculdade Nacional de Direito, onde reinam os brioches e o circo da direção, professores de qualidade são proibidos de entrar na Casa ou obrigados a Dela sair. Os ideais fascistas de Jane-Marie Le Penha e o reino burlesco de Armenio XIV - o Rei Sal -construíram uma grande barreira protecionista para os que entram e abriu um imenso portão para os que de lá saem contrariados (não querendo se misturar aos que ficam, pois estes não estão à altura de uma excelente educação jurídica). Nesta Paris não existe Torre Eiffel, nem Louvre, nem Champs Elysées, e o cheiro que se pronuncia pelo ar é o fétido cheiro de peixe, não há resquício do cheiro de perfume francês.
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Os alunos da Nacional podem tirar suas dúvidas, mandar críticas, elogios, sugestões.
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*** CACOnauta Para os Calouros 2009 ***
Os calouros de 2009 podem tirar todas as suas dúvidas pelo mesmo e-mail
caconauta@gmail.com
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| Calourada 2008.2! |
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