
Compay e Compay
Segundo
A Cruzada de D. Armênio da Gama, o GORDO
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Em
terras distantes, ao Centro do Rio, nos idos de anos remotos, um déspota
comanda verdejantes vales - tão verdejantes quanto os papéis
que movem o seu governo. Próximo à baía, o Reino
da Gama Filho ostenta o título de maior produtora de pescado,
competindo neste ramo de forma desigual com os Reinos rivais (naquela
época não havia o CADE - Conselho Administrativo de
Defesa Econômica -.... aliás, nem hoje, porque isto não
funciona).
No centro do poder deste pequeno
reino, encontrava-se o bonachão D. Armênio da Gama,
conhecido pela alcunha de O GORDO. Curiosamente, os
poderosos deste lugar apresentam, em sua silhueta, um aspecto repugnante
de acúmulo de adiposidade.
Obcecado pelo ideal de
expansão de seus limites territoriais, D. Armênio reúne
os membros de sua nobreza (?), formula e ordena a invasão
de um reino pobre (porém limpinho), mais ao norte, que apesar
de falido, daria um caldo, em virtude de sua tradição
como reino fértil de grandes pensadores e talentos: o FeNeDêQuistão.
Nestas terras, mas em outros tempos, ele era conhecido como MohArmênio,
um babuíno... quer dizer, beduíno oriundo do Suescquistão
e liderava um grupo fundamentalista (vide coluna anterior) que controlava
o poder da região.
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Convertido à religião ocidental, conquistou
a simpatia dos nobres (?) e galgou seu caminho rumo ao poder no
Reino da Gama Filho.
Ordenando a movimentação rápida
de seus exércitos, estes marcharam durante várias
luas (é que eles são muito gordos... a mobilidade
ficou comprometida) e cruzaram a Floresta de São Bento, de
onde vislumbraram o reino preste a ser conquistado. O FeNeDêQuistão
capitulou rapidamente.
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Tendo como livros de cabeceira A Arte do Golpe,
do famoso estrategista chinês Nim-Ko-Lao, e O Príncipe...
e O Sapo, de Nizan Guanaes, D. Armênio utilizou no campo
de batalha uma estratégia muito conhecida: a vaselina. Com
sua lábia astuta (e promessas de facilidades
a todos os seus subalternos), fez alianças e entrou como
novo califa do FeNeDêQuistão, instalando
sua nobreza (?) nas novas terras, convocando os amigos para comporem
o corpo docente do local.
Como estudado em livros de História a respeito
da relação Metrópole-Colônia, neste caso
não foi diferente. D. Armênio impôs pesados encargos
aos nativos, instituindo um preço alto para o pescado.
Como a História conta e a realidade não
me deixa mentir, o povo local ainda paga caro por cada peixe que
entra no FeNeDêQuistão.
Tal qual Santiago, o humilde pescador de 'O Velho e o Mar',
haverá um dia que os grandes tubarões serão
fisgados... resta saber quais dos pescadores atuais estarão
vivos para vê-lo...
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