| Quando
eu entrei na Faculdade Nacional de Direito, em 1999, o diretor era
o Ayrton. Não muito depois, ele caiu na
compulsória e deixou o Armênio no
lugar. De pró-tempore, este passou a diretor no começo
de 2002. Não sem resistência, diga-se. E se foram dois
anos de luta, que também me valeram uma cota da perseguição
sofrida por aqueles que nunca conseguiram se colocar em seus lugares.
E aí cansamos: invadimos e ocupamos. O Armênio
foi posto pra correr. Foi pressão suficiente pro Aluísio
tirá-lo da lá. Só que pro lugar dele, foi o
Alcino.
Isso tudo me fez pensar sobre minha concepção materialista
da vida, do universo e de tudo mais. JURO que nunca fui mística!!!
Mas encontrar com o Ayrton, passar pelo Armênio
e fazer com que o Aluísio colocasse o Alcino
no lugar foi demais pra mim. Comecei a desconfiar que os céus
estavam por trás da direção da FND. Parei pra
pensar e lembrei de que antes do Ayrton o diretor
tinha sido o Amaral. Tá certo que ele se
chama Francisco, mas pra numerologia, vale o nome que você
usa. Estranho. Piorou quando percebi que o hoje Procurador Geral
de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio Vicente,
foi o antecessor do Amaral. DEUSES!!! Mas não
é só: na segunda metade dos anos 80, o janelador,
digo diretor, da FND era o Atamir Quadros! Aparentemente
ficamos por aí, porque antes do Atamir,
o diretor tinha sido o Celso Papaléo. Alívio momentâneo.
Quem foi um dos grandes responsáveis pela decadência
da Faculdade? Quem tinha uma super Pós-Graduação
caveira nos anos 60 e 70? Quem, afinal, colocou - pela janela -
Penha e Armênio dentro de nossa CASA??? Foi
o velho Machado Paupério, cujo primeiro nome era Arthur.
O Histórico pode ter terminado, mas a histeria só
começou. O ex-reitor Carlos Lessa achava que iria reconstruir
a Faculdade. Não teve tempo, é verdade, mas bem que
ajudou alocando as 17 vagas de adjunto pra nós. Seu nome
preferido para o faxinão da Nacional era o do Antônio
Celso. Nome com A que, aliás, hoje compõe
a comissão gestora da FND, indicada pelo nosso reitor com
A, Aluísio. Comissão a qual vai dirigir
a Faculdade por 60 dias, junto com nosso decano com A, Alcino.
Agora, e se o Armênio não tivesse
caído? Quem faz doutorado por correspondência em uma
Universidade da Argentina (país com A!) e costumava bradar
pelos corredores do Fórum que mandava na Nacional? Agnelo!!!
- que também caiu em boa hora. Eu nem sabia, mas outros vieram
me dizer, também abismados por esta maldição
que parece pairar sobre nossas cabeças, que o Armênio
tinha nomeado um vice Diretor: o Abreu. NINGUÉM
MERECE! Quem seriam os próximos candidatos a diretor? Afonso
? Aduris? Atílio? Anderson
Freitas? Castro Aguiar? Acho que melhor
mesmo seria colocar o Alexandre Assumpção,
já que este, em matéria de maldição
numerológica, ninguém ganha.
Se já descobrimos que a letra A é a responsável
pelo caos que se instalou na Faculdade nas últimas décadas,
resta-nos pensar em uma solução. Macumba? Talvez trocar
o nome da Faculdade tenha algum efeito. Será que o Aluísio
veio mesmo pra mudar, ou será que ele também faz parte
da conspiração dos As? Quem sabe só aquele
que é igual poderá destruir a situação
estabelecida para, então, construir uma nova por cima. Nem
os ares milenares do Oriente (estive na Índia) conseguiram
desenvolver meu lado espiritual, mas a Faculdade Nacional de Direito
é capaz de qualquer coisa.
Cainha
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